A revista FotoVolt destacou que, em 2024, a modalidade de autoprodução passou a dominar os contratos de longo prazo (PPAs) no mercado livre de energia renovável no Brasil. O levantamento, realizado pela consultoria CELA (Clean Energy Latin America), identificou que 30 dos 31 acordos firmados neste ano seguiram esse modelo, em que grandes consumidores tornam-se sócios minoritários dos empreendimentos para reduzir encargos.
Os contratos envolvem cerca de 1,7 GW em usinas solares, 600 MW em projetos eólicos e, pela primeira vez, dois projetos híbridos com as duas fontes. Apesar do aumento na quantidade de contratos em comparação com 2023, o volume de energia comercializada caiu de 969 para 659 MWm, segundo a CELA. A redução é atribuída à mudança no perfil dos consumidores e aos entraves regulatórios recentes no setor.
A CEO da CELA, Camila Ramos, ressaltou que os datacenters vêm impulsionando a expansão dessa modalidade no mercado livre. “Esses projetos ganharam uma grande participação dos datacenters no País e são hoje a mola propulsora do mercado livre”, afirmou.
Segundo estimativas do setor, a tendência deve continuar em 2025, com os PPAs de autoprodução movimentando até 1 GWm de energia, principalmente em demandas de até 10 MWm.